O que leva um homem que está sozinho à pedir algo para duas pessoas? Solidão, talvez? Não, besteira, solidão não tem na-da a ver com isso.
Escritores têm disso, às vezes. Sair para encherem a cara sozinhos, ou melhor, tendo apenas a si próprios como companhia. E, afinal, poderia haver companhia melhor? É, não há companhia melhor. É, sociopatas têm disso, às vezes. Às vezes.
Mas eu não os culpo, eles adoram usar o álcool como desculpa, como pretexto. E o que poderia ser melhor do que whisky? Eu não conheço melhor máquina da verdade! Nem eles, pois de certo que se conhecessem, não estariam tomando whisky.
- Garçom! Whisky pra dois, puro, sem gelo!
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
longos e dolorosos invernos, chegaram ao seu fim.
depois de um longo dia de trabalho, Daniel vai a um boteco no centro da cidade, ele está escrevendo um livro, sem nome ainda, mas se trata da velha história com Lisa.
ao chegar ao boteco, pede logo a dose do que carinhosamente chama de cascavel, pelo barulho que o gelo faz ao encontrar o vidro do copo, e acende o seu cigaro como o costume.
pega o seu celular, e vê uma mensagem que diz: "eu sinto pena de você, apenas pena."
não havia o número do remetente, e isso desespera a qualquer um, ainda mais à quem está acompanhado de um copo de whisky, ele procura ser frio o bastante para não se importar, e pronto, agora estava tudo bem.
depois de um certo tempo, viu que já era tarde e precisava voltar pra casa, comprou duas carteiras de cigarro e foi, a pé mesmo.
Daniel, ficou realmente louco quando viu Lisa, é Lisa!
encostada na porta de uma casa qualquer, provavelmente bêbada.
foi algo ímpar, frustante e desesperador, Lisa acabava de ser violentada e morta, imediatamente caiu de joelhos a oseu lado, e falou que apesar de tudo ainda a amava, e lhe deu um último beijo e disse: eu sempre soube que oito minutos seriam apenas letras em um papel, porque de qualquer forma eu ia revê-la, 16 anos seriam muita coisa não? não para quem se ama Lisa, não não.
e quebrou a garrafa que levara nas mãos e cortou os pulsos.
simples e fatal.
ao chegar ao boteco, pede logo a dose do que carinhosamente chama de cascavel, pelo barulho que o gelo faz ao encontrar o vidro do copo, e acende o seu cigaro como o costume.
pega o seu celular, e vê uma mensagem que diz: "eu sinto pena de você, apenas pena."
não havia o número do remetente, e isso desespera a qualquer um, ainda mais à quem está acompanhado de um copo de whisky, ele procura ser frio o bastante para não se importar, e pronto, agora estava tudo bem.
depois de um certo tempo, viu que já era tarde e precisava voltar pra casa, comprou duas carteiras de cigarro e foi, a pé mesmo.
Daniel, ficou realmente louco quando viu Lisa, é Lisa!
encostada na porta de uma casa qualquer, provavelmente bêbada.
foi algo ímpar, frustante e desesperador, Lisa acabava de ser violentada e morta, imediatamente caiu de joelhos a oseu lado, e falou que apesar de tudo ainda a amava, e lhe deu um último beijo e disse: eu sempre soube que oito minutos seriam apenas letras em um papel, porque de qualquer forma eu ia revê-la, 16 anos seriam muita coisa não? não para quem se ama Lisa, não não.
e quebrou a garrafa que levara nas mãos e cortou os pulsos.
simples e fatal.
Ao honroso Deodoro
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".
Ali estava ela, o amor da sua vida. Quem diria que ele a encontraria ali, no metrô, à caminho do trabalho? Mas não importava, ali estava ela, e ele sabia que seria perfeito e eterno. Ela era simplesmente linda, observando-a melhor, ele começou a perceber todas as coisas que tinham em comum: ela usava um sapato branco, assim como ele, isso tinha de ser um sinal! O jornal que ela lia, tinha na capa uma reportagem em letras garrafais com o nome da cidade natal dele, não podia ser apenas coincidência.
E os olhares que eles trocavam pelo reflexo do vidro da janela indicavam que ela também o havia notado. Ele era o homem mais feliz do mundo, apenas porque tinha encontrado a mulher da sua vida. Além de todas as coincidências e sinais, a blusa dela, era da mesma marca da calça que uma vez ele quisera comprar, não era possível, eles eram alma gêmeas, feitos um para o outro.
Ele não podia mais resistir, cada olhar era um convite para o resto da vida dele, o resto da vida dele ao lado dela, eternamente feliz com a mulher mais linda que ele já tinha posto os olhos, era amor à primeira vista, e ela era perfeita. Então ele decidiu se levantar e ir falar com ela. "Isso, é agora. O começo dos melhores anos da minha vida". É, esse era o momento, ele iria levantar e falar com ela, e tudo se resolveria, como mágica, afinal, o destino havia traçado tudo.
E então ela se levantou e desceu na Marechal, e o mundo acabou bem ali. O amor da sua vida tinha acabo de sair por aquela porta, cada passo em direção à saído foi um punhal enfincado no coração dele. Sua vida nunca mais teria sentido. Era melhor se matar e dar um fim nisso, do que saber que desperdiçara a chance de sua vida. Ele abaixou a cabeça, tristonho, e então olhou pro lado e percebeu que a mulher mais linda do mundo estivera bem ali, olhando pra ele enquanto ele perdia tempo com uma qualquer.
Ali estava ela, o amor da sua vida. Quem diria que ele a encontraria ali, no metrô, à caminho do trabalho? Mas não importava, ali estava ela, e ele sabia que seria perfeito e eterno. Ela era simplesmente linda, observando-a melhor, ele começou a perceber todas as coisas que tinham em comum: ela usava um sapato branco, assim como ele, isso tinha de ser um sinal! O jornal que ela lia, tinha na capa uma reportagem em letras garrafais com o nome da cidade natal dele, não podia ser apenas coincidência.
E os olhares que eles trocavam pelo reflexo do vidro da janela indicavam que ela também o havia notado. Ele era o homem mais feliz do mundo, apenas porque tinha encontrado a mulher da sua vida. Além de todas as coincidências e sinais, a blusa dela, era da mesma marca da calça que uma vez ele quisera comprar, não era possível, eles eram alma gêmeas, feitos um para o outro.
Ele não podia mais resistir, cada olhar era um convite para o resto da vida dele, o resto da vida dele ao lado dela, eternamente feliz com a mulher mais linda que ele já tinha posto os olhos, era amor à primeira vista, e ela era perfeita. Então ele decidiu se levantar e ir falar com ela. "Isso, é agora. O começo dos melhores anos da minha vida". É, esse era o momento, ele iria levantar e falar com ela, e tudo se resolveria, como mágica, afinal, o destino havia traçado tudo.
E então ela se levantou e desceu na Marechal, e o mundo acabou bem ali. O amor da sua vida tinha acabo de sair por aquela porta, cada passo em direção à saído foi um punhal enfincado no coração dele. Sua vida nunca mais teria sentido. Era melhor se matar e dar um fim nisso, do que saber que desperdiçara a chance de sua vida. Ele abaixou a cabeça, tristonho, e então olhou pro lado e percebeu que a mulher mais linda do mundo estivera bem ali, olhando pra ele enquanto ele perdia tempo com uma qualquer.
human child?
Come away human child, to the waters and the wild, with a fairy hand in hand, for the world's more full of weeping, than you can understand.
alguém duvida disso?
eu não!
alguém duvida disso?
eu não!
sábado, 25 de outubro de 2008
Happy Ending
Matteo nunca entendeu porque sua namorada era tão distante. Ela nunca esqueceu nenhuma data importante, dia dos namorados, aniversário de namoro ou algo assim, mas também nunca pareceu realmente empolgada com tudo isso. Ele lhe dava flores em dias comuns, lhe dava presentes caros e significativos nas datas importantes, a levava pra jantar fora e ter alguma aventura numa dessas pousadas resorts, a levava para uma dessas viagens românticas uma vez por ano. Fazia de tudo por ela, e ela sempre estava contente com isso, mas sempre de uma maneira indiferente. Ele sentia que mesmo que não fizesse nada disso, ela continuaria contente, agindo da mesma forma fria e distante.
Todos os amigos e familiares achavam que os dois tinham um relacionamento perfeito, daqueles que só acontecem em contos de fadas. Ou até mais que isso, já que eles nunca tiveram problemas que tivesse de superar para chegar à um final feliz. Por isso mesmo foi um choque para todos quando receberam a notícia de que a namorada de Matteo havia sumido sem explicação. Ninguém a via há semanas, e Matteo também não tocava no assunto. Diziam até, que a polícia desconfiava que ele a tivesse matado e se livrado do corpo.
Mas isso era uma besteira, sabe? Sequestros e assassinatos não fazem parte de contos de fadas, oras! Numa noite chuvosa, Matteo chegou bêbado e alucinado em casa, as narinas ainda estavam sujas daquele pó branco. E sua namorada nem reagiu, ela mais uma vez agiu como se nada de importante tivesse acontecido. Ele então gritou com ela, sacou um revólver de dentro da calça, encostou o cano frio da arma na testa da namorada e atirou, à sangue frio.
Matteo sequer se sujou de sangue, sua namorada simplesmente virou um coturno.
Todos os amigos e familiares achavam que os dois tinham um relacionamento perfeito, daqueles que só acontecem em contos de fadas. Ou até mais que isso, já que eles nunca tiveram problemas que tivesse de superar para chegar à um final feliz. Por isso mesmo foi um choque para todos quando receberam a notícia de que a namorada de Matteo havia sumido sem explicação. Ninguém a via há semanas, e Matteo também não tocava no assunto. Diziam até, que a polícia desconfiava que ele a tivesse matado e se livrado do corpo.
Mas isso era uma besteira, sabe? Sequestros e assassinatos não fazem parte de contos de fadas, oras! Numa noite chuvosa, Matteo chegou bêbado e alucinado em casa, as narinas ainda estavam sujas daquele pó branco. E sua namorada nem reagiu, ela mais uma vez agiu como se nada de importante tivesse acontecido. Ele então gritou com ela, sacou um revólver de dentro da calça, encostou o cano frio da arma na testa da namorada e atirou, à sangue frio.
Matteo sequer se sujou de sangue, sua namorada simplesmente virou um coturno.
longos e dolorosos invernos [Parte I]
Vamos, ao sul da França à Monaco, onde as coisas sempre parecem ser surreais, onde os sonhos são realizados, num piscar de olhos.
Daniel, um grande louco por romances, um grande escritor e poeta que viveu por 38 anos esperando por aquela mulher que o deixara com 16 anos e que ainda perdidamente apaixonado, espera a sua volta.
Lisa, era o nome da linda mulher que o deixou apenas uma chave em cima da tv, naquele inverno de 92, juntamente com um bilhete dizendo: tens apenas 8 minutos para me encontrar na praça de San Lorenzo, agora é 8:36!
Daniel, se culpa até hoje por ter acordado realmente tarde naquele dia, e sim foi algo super injusto, porque em um dia louco de amor com Lisa, e com muitas drogas, no mínimo iria acordar tarde e com uma ressaca horrível no outro dia, e ao mesmo momento em que ele sentia ''raiva'' dela, por ter aprontado tudo aquilo, ele se sentia irritadamente enganado.
Ele resolveu ir ao antigo lago que frequentavam, e lembrou do lindo vestido vermelho que ela usara, no dia do seu aniversário.
lembrou, dos lindos lábios rosados, do lindo sorriso contagiante e de como ela fumava o cigarro, de uma forma vagarosa e delicada.
Ao voltar pra casa, Daniel resolve tomar uma dose de whisky, e chorou feito criança, porque de um modo injusto perdeu o literalmente clichê, amor da sua vida.
[continua]
Daniel, um grande louco por romances, um grande escritor e poeta que viveu por 38 anos esperando por aquela mulher que o deixara com 16 anos e que ainda perdidamente apaixonado, espera a sua volta.
Lisa, era o nome da linda mulher que o deixou apenas uma chave em cima da tv, naquele inverno de 92, juntamente com um bilhete dizendo: tens apenas 8 minutos para me encontrar na praça de San Lorenzo, agora é 8:36!
Daniel, se culpa até hoje por ter acordado realmente tarde naquele dia, e sim foi algo super injusto, porque em um dia louco de amor com Lisa, e com muitas drogas, no mínimo iria acordar tarde e com uma ressaca horrível no outro dia, e ao mesmo momento em que ele sentia ''raiva'' dela, por ter aprontado tudo aquilo, ele se sentia irritadamente enganado.
Ele resolveu ir ao antigo lago que frequentavam, e lembrou do lindo vestido vermelho que ela usara, no dia do seu aniversário.
lembrou, dos lindos lábios rosados, do lindo sorriso contagiante e de como ela fumava o cigarro, de uma forma vagarosa e delicada.
Ao voltar pra casa, Daniel resolve tomar uma dose de whisky, e chorou feito criança, porque de um modo injusto perdeu o literalmente clichê, amor da sua vida.
[continua]
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