quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

obrigada.

Que tal sair fora desses antibióticos?
Que tal parar de comer quando eu já estiver cheia?
Que tal eles, cenouras pendentes e transparentes?
Que tal a sempre enganadora glória?

Obrigada, Índia
Obrigada, terror
Obrigada, desilusão
Obrigada, fragilidade
Obrigada, conseqüência
Obrigada, obrigada, silêncio

Que tal eu não lhe culpar por tudo?
Que tal eu aproveitar o momento de vez em quando?
Que tal a sensação de finalmente lhe perdoar?
Que tal chorar por tudo de uma só vez?

O momento que eu deixei para trás
Foi o momento em que eu dei um passo maior do que a perna
O momento em que eu caí
Foi o momento em que fui ao chão

Que tal não ser mais masoquista?
Que tal recordar sua divindade?
Que tal seus olhos chorarem muito desavergonhadamente?
Que tal não equacionar morte com o fim?
Obrigada, obrigada, silêncio

2 comentários:

Savoy disse...

fantástico. poético. muito, muito foda, mesmo.

mas eu fico feliz em continuar sendo masoquista, obrigada. ^^

Francisco Castro disse...

Olá poeta, muito bom esse post. Aliás, o seu blog é excelente.

Parabéns!

Abraços