Que tal sair fora desses antibióticos?
Que tal parar de comer quando eu já estiver cheia?
Que tal eles, cenouras pendentes e transparentes?
Que tal a sempre enganadora glória?
Obrigada, Índia
Obrigada, terror
Obrigada, desilusão
Obrigada, fragilidade
Obrigada, conseqüência
Obrigada, obrigada, silêncio
Que tal eu não lhe culpar por tudo?
Que tal eu aproveitar o momento de vez em quando?
Que tal a sensação de finalmente lhe perdoar?
Que tal chorar por tudo de uma só vez?
O momento que eu deixei para trás
Foi o momento em que eu dei um passo maior do que a perna
O momento em que eu caí
Foi o momento em que fui ao chão
Que tal não ser mais masoquista?
Que tal recordar sua divindade?
Que tal seus olhos chorarem muito desavergonhadamente?
Que tal não equacionar morte com o fim?
Obrigada, obrigada, silêncio
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
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2 comentários:
fantástico. poético. muito, muito foda, mesmo.
mas eu fico feliz em continuar sendo masoquista, obrigada. ^^
Olá poeta, muito bom esse post. Aliás, o seu blog é excelente.
Parabéns!
Abraços
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